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13 de novembro de 2009 Novo sistema de denúncias de crimes como pedofilia
Novo sistema de denúncias de crimes como pedofilia, pornografia infantil e preconceito, disponibilizado nesta quinta-feira (12) pela Polícia Federal em sua página eletrônica (www.pf.gov.br) já recebeu 53 denúncias em apenas um dia de funcionamento. Entre janeiro e julho deste ano, o total foi de 370 denúncias.
O delegado da Divisão de Direitos Humanos da PF, Stênio Santos, afirma que a iniciativa, parceria com a SaferNet Brasil, deve acelerar em mais de dez vezes o trabalho da polícia para desvendar crimes de pedofilia, preconceito, entre outros, na internet.
Pelo novo formulário eletrônico, qualquer pessoa pode indicar um site em que considere haver conteúdo como pornografia infantil, prática de crimes raciais, preconceito e incentivo ao genocídio. A iniciativa é uma parceria do projeto “Anjos na Rede”, com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e a ONG Safernet.
O delegado da PF Stênio Santos afirma que a nova ferramenta acelera em até 20 vezes o recebimento das denúncias, que agora já chegam filtradas aos analistas, responsáveis por repassá-las para a abertura de investigação. “Com esse tempo economizado, nós vamos poder ter uma atuação mais célere também em outros campos, como as redes de compartilhamento de dados e as salas de bate-papo”, diz.
Segundo Santos, responsável pelo Gecop (Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet), da Divisão de Direitos Humanos da PF, o novo software analisa o conteúdo denunciado e é capaz de reconhecer traços, com base em palavras-chave e símbolos, que indiquem crime. Assim, realiza uma filtragem prévia que, antes, era feita manualmente.
“Se chegassem mil denúncias sobre o mesmo site, no sistema que era o e-mail, nossa equipe tinha que abrir um por um para saber se era o mesmo”, afirma o delegado. “Agora, é possível acelerar 10, 20 vezes o mesmo serviço, economizando até mais de um dia de trabalho.”
Entre 2006 e 2007, a Polícia Federal recebeu 1.514 denúncias online por meio do e-mail institucional. De julho a setembro de 2008, foram 1.981 e, entre setembro e dezembro daquele ano, 333 casos. Neste ano, as denúncias dimunuíram -foram 370 de janeiro a julho.
Já quando se trata de transformar a denúncia em uma investigação, o número aumentou. De 1998 a 2008, foram abertos apenas 978 inquéritos. Somente em 2009, foram abertos 406 inquéritos. A expectativa da PF é de que a ferramenta agilize também essa fase.
“Esse tempo é muito importante, porque significa chegar ou não chegar ao agressor. Por isso, também precisamos sensibilizar os provedores de serviço para que nos deem informações sobre as pessoas que publicam esse conteúdo”, diz Santos. “Às vezes, passamos meses à espera de uma resposta que, quando chega, é incompleta. À essa altura, já é muito mais difícil encontrar o agressor.”
O delegado afirma ainda que a ferramenta vai melhorar o trabalho dos policiais, que, diariamente, precisam lidar com conteúdo degradante. “Eles têm auxílio psicológico, mas agora terão muito menos contato com essas imagens que degradam o ser humano. Isso deve melhorar muito a qualidade do trabalho em relação à saúde e ao tempo de serviço desse servidor.”
Para denúncias que não sejam páginas na internet, ainda continuam disponíveis o disque 100 ou o correio eletrônico (denuncia.ddh@dpf.gov.br). “É muito importante que se denuncie, com o maior detalhamento possível. Porque esse tipo de crime é contra aquele que não tem defesa, um cidadão, que já no seu nascedouro, tem seu potencial minado. E nós estamos trabalhando para acelerar mais ainda essa investigação e a captura dos agressores”, completa Santos.
Fonte: UOL
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