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December 12th, 2008 Exploração infantil cresce na Paraíba
Dados denunciam que foram 856 casos de violência de 2003 a 2007 e em 10 meses de 2008 já são 116
De 2003 a 2007 os números de denúncias sobre exploração sexual infanto-juvenil na Paraíba foram de 856 casos. Este ano, até o dia 31 de outubro, os relatos já chegaram a 116. Os dados foram divulgados por Francisco Rosário, consultor da Fundação Comissão de Turismo Integrado no Nordeste (CTI-NE). Ele foi um dos palestrantes durante o lançamento da campanha “Bem-vindo ao Brasil”, ocorrida ontem em João Pessoa. Mas segundo a consultora do Ministério do Turismo, Inês Dias, que também participou do evento, a quantidade de vítimas pode ser três vezes mais do que as estatísticas, porque muitos casos não são delatados.
O combate à exploração sexual infanto-juvenil foi um dos focos da campanha, já que este crime está presente nos roteiros turísticos brasileiros. “O turismo não é a causa da exploração sexual infanto-juvenil no país, mas é um dos vetores desta prática”, frisou Francisco Rosário. Durante o lançamento da campanha, que ocorreu na Estação Ciência Cabo Branco - Ciência, Cultura e Artes, foi colocada a necessidade dos profissionais que lidam com o turista internacional aderirem a luta contra este crime.
Para Rosário, um dos instrumentos que viabilizam esta batalha é a adesão dos profissionais do ramo a um código de conduta. Neste código, foram colocadas seis principais orientações que os integrantes do Trade Turístico podem seguir como: Estabelecer uma política ética na empresa contra a exploração sexual infanto-juvenil; capacitar funcionários na sede ou filiais; inserir cláusulas específicas no contrato com seus fornecedores declarando o repúdio a este tipo de crime; Informar o turista sobre o repúdio à exploração sexual de jovens e crianças e fazer relatórios anuais sobre as ações praticadas pela empresa sobre o assunto. “Queremos que o turista internacional se engaje nesta luta de combate ao turismo sexual infanto-juvenil no Brasil. Nosso objetivo é sensibilizar os operadores e agentes de viagens e fazer com que o turista que vem de fora fique indignado com esta situação. Poderemos, também, fazer com que o visitante se sinta parte desta cadeia na luta contra a exploração e com que aqueles que trazem turistas para cá assinem o código de conduta”, frisou.
Francisco Rosário explicou que não existe o termo “turismo sexual”, porque os exploradores não saem de seus locais de origem para fazer visitas a cidades, estados ou países. Ao irem para determinado destino ele já está pré-disposto a abusar sexualmente dos jovens e usam o perfil de turista para camuflar suas intenções.
Números
No Brasil, foram feitas entre 2003 e 2007, 49.577 denúncias de exploração sexual infanto-juvenil. Segundo Francisco Rosário, os dados foram registrados no Disque 100 (sistema de denúncia nacional) e coletados pela Ecpat, Organização Não Governamental (ONG) com sede na Suécia, com representação no Brasil, ligada a Organização Mundial do Turismo (OMT).
Fonte: http://jornal.onorte.com.br/
NOTA
Na verdade, o número de denúncias de exploração sexual infanto-juvenil na Paraíba diminuiu, conforme cálculo abaixo:
2003-2007 = 5 anos com 856 casos : 5 anos = 171 casos/ano = 14,25 casos/mês
2008 (jan. a out.) = 10 meses com 116 casos = 11,6 casos/mês
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